Como funcionam os créditos de carbono?

As indústrias são responsáveis por 2/3 das emissões de carbono no mundo. Foto: Pedro Martinelli

Para entender os créditos de carbono, é preciso compreender primeiro o efeito estufa e o Protocolo de Kyoto. O efeito estufa faz parte da dinâmica do planeta e, graças a ele, a Terra é mais quente do que o espaço e tem a temperatura ideal para que os seres vivos sobrevivam. Funciona da seguinte forma: parte do calor irradiado pelo Sol é devolvido ao espaço. Porém, parte desse calor fica presa na atmosfera e é responsável por manter o planeta aquecido. O problema é que o excesso dos chamados gases estufa (gás carbônico, metano, óxido nitroso, fluoretos de enxofre e vapor d´água) amplifica esse fenômeno e faz com que mais calor seja retido na superfície do planeta, provocando o aquecimento global. Hoje em dia, os pesquisadores descobriram que não são só os gases que provocam esse efeito. O chamado carbono negro, que é a fuligem da fumaça, também tem papel importante nesse mecanismo. “A fuligem provoca o sombreamento da superfície e esquenta a atmosfera. Além disso, modifica a formação das nuvens, o que muda o equilíbrio térmico do planeta”, explica Kenny Tanizaki Fonseca professor do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Apesar de ser impossível prever com certeza quanto o planeta deve aquecer nos próximos anos, a preocupação para minimizar os efeitos do aquecimento global é presente no mundo todo. Em 1997, 189 países membros das Nações Unidas se reuniram em Kyoto, no Japão, e assinaram um tratado em que se comprometem a reduzir as emissões de gás estufa em 5% em relação aos níveis de 1991. Em 2005, esse protocolo entrou em vigor e os países signatários deveriam atingir a meta até 2008. Até 2012 deve ser firmado um novo acordo, que já está em negociações. Uma das críticas ao Protocolo é que só estão obrigados a diminuir as emissões os países na lista de nações desenvolvidas. Ou seja, o Brasil ainda não tem metas a cumprir, apesar de estar na lista dos 20 países que mais poluem. “Ao contrário do que acontece no resto do mundo, 2/3 das emissões brasileiras estão ligadas ao uso do solo – desmatamento, queimadas e conversão de florestas em sistemas agropecuários. O próximo acordo também deve  incluir o desmatamento, que tem a ver diretamente com o nosso país”, afirma Kenny.

Um dos mecanismos a que os países desenvolvidos podem recorrer para cumprir a meta é comprar os chamados créditos de carbono de países que diminuíram suas emissões. Assim, uma empresa brasileira, por exemplo, pode desenvolver um projeto para reduzir as emissões de suas indústrias. Esse projeto passa pela avaliação de órgãos internacionais e, se for aprovado, é elegível para gerar créditos. Nesse caso, a cada tonelada de CO2 que deixou de ser emitida, a empresa ganha um crédito, que pode ser negociado diretamente com as empresas ou por meio da bolsa de valores. “Porém, os países só podem usar esses créditos para suprir apenas uma pequena parte de suas metas”, explica Kenny Fonseca. Mesmo com essa restrição, o mercado de crédito de carbono está em pleno desenvolvimento, principalmente por causa do chamado mercado voluntário. Nele, mesmo países que não precisam diminuir suas emissões ou que não assinaram o Protocolo de Kyoto podem negociar créditos. Segundo um relatório divulgado por duas organizações americanas do setor de mercado ambiental, Ecosystem Marketplace e New Carbon Finance, em 2008 o mercado voluntário de carbono movimentou 705 milhões de dólares, por um preço médio de 7,34 dólares por crédito de carbono. Kenny Fonseca explica que o Brasil é um dos países que mais formulam projetos que geram créditos de carbono e que a expansão desse mercado é inevitável. “É muito difícil para os países desenvolvidos conseguirem atingir suas metas. Desde que o Protocolo de Kyoto foi assinado, houve um aumento populacional, acompanhado do aumento da necessidade de insumos. E isso acarreta um aumento natural da emissão de poluentes”, afirma.

Posicionamento e estratégia de uma marca para o mercado – Planner Digital.

Publicado em março 20, 2012, por likescool em Home, Internet,

Mais um ano começando e o Brasil, novamente, tomando a postura de um grande mercado para o mundo digital. Essa postura já está praticamente consolidada em função de grandes números a respeito da conectividade do brasileiro. Estamos com muito mais acessos na internet é verdade.
Apesar de toda essa movimentação a favor, o mercado ainda necessita de profissionais devidamente capacitados para exercer funções específicas dentro dessa poderosa área em ascensão. Estou falando do tal Planner Digital – o Felipe Morais é um desses caras (menciono-o pois tive aula no início do ano na qual ele ministrou).

Pois bem, como é a atuação destes profissionais?

Quando você trata de trabalhar com comportamentos e com uma série de públicos segmentados, a construção do conteúdo não irá surgir do nada e muito trabalho há de ser feito. Provocar a pesquisa é essencial para que essa construção aconteça.
Mas uma dica: é importante manter uma fonte de pesquisa pois os dados podem mudar de acordo com o Instituto e suas metodologias ou de acordo com quem escrever a matéria. Portanto, mantenha a mesma fonte de dados ou tenha até duas fontes distintas.
E quando eu digo pesquisa estou falando de ir para as ruas, trabalhar com os pontos de vendas assim como a própria internet, revistas, jornais e televisão.Ouvir vendedores e o pessoal da ponta é estreitar a ponte entre o seu objetivo com o projeto e o seu cliente final. Todo esse acúmulo de conteúdo irá refletir basicamente nas atitudes e nos gostos daquele que você mais precisa manter a atenção: o consumidor.
Na verdade, o que o Planner faz é justamente trazer o consumidor para dentro do processo e desta forma tratar cada consumidor de uma forma diferente, com histórias diferentes. Até porque é importante que esse profissional entenda tudo o que se passa na cabeça dos consumidores e as formas como eles interagem com a marca em todos os mundos, mesmo que o trabalho desse Planner seja apenas no mundo digital. Afinal, nada melhor que ir aonde o povo está: nas ruas.
Apresentando alguns pontos importantes da característica desse profissional, você como Planner deverá ter a mente aberta com:

• novidades e inovações;
• novas experiências;
• novas formas de comunicação;
• novas mídias;
• novos comportamentos;
• novas tribos;

Ao entender cada um desses pontos, você conseguirá atribuir melhores condições para compreender a vida do consumidor. Assim como traçar estratégias mais focadas para atingir seu público.
Trabalhar com os resultados é saber transformar dados em informações relevantes. Mas apenas informar não será o suficiente para alcançar seus objetivos. O arsenal de conteúdos que estamos exposto é imenso e vem de todos os lados. Seja outdoors, banners, televisão, rádio ou até mesmo um cardápio de pastelaria, tudo tem a finalidade de informar. Porém essa infinidade de informações só será relevante se você conseguir atribuir algum valor. É preciso chamar a atenção muito mais do que apenas com algumas fotos ou vídeos bem produzidos. O conteúdo e o valor agregado das mensagens deverá ser prioridade.

E para finalizar, utilize a sequência A.I.D.A para realizar seus fundamentos.
A de Atenção: os 3 primeiros segundos de impacto é que fazem o usuário decidir em ver a mensagem ou não.
I de Interesse: despertou a atenção do usuário. Ele quer ver mais sobre a marca ou produto.
D de Desejo: o interesse chegou ao estágio do ‘eu quero’.
A de Ação: o consumidor vai até o ponto de venda ou acessa um site que venda o produto.
Se você quer ser um planner não esqueça: a imersão é importante, o cliente pede e deseja isso, mas não é só o planejamento que precisa fazer essa imersão. Todo mundo precisa conhecer o que o cliente faz, vende e quem sao os consumidores das suas marcas.
Rodrigo.

Informações: contato@bus2production.com.br