Treinamentos x Turnover – Como baratear seus custos empregatícios e reduzir o turnover.

RIO – A rotatividade profissional é, normalmente, um fator de preocupação dos departamentos de recursos humanos. Segundo um estudo da consultoria Lens & Minarelli, foi constatado no levantamento que uma nova contratação é um processo 15% mais caro do que investir em um funcionário atual.

– Nessa área, há muitos profissionais jovens que estão construindo sua carreira; e além disso, cobra-se muito dessas pessoas, é um trabalho duro. Essa é a parte que não podemos administrar, mas muitas vezes a principal razão é o colaborador não sentir que pode crescer naquela empresa.

O gestor precisa apresentar ferramentas e condições para essa pessoa ser bem-sucedida.

Valorizar e capacitar o profissional parece ser o caminho para evitar esse processo, o chamado turnover. Douglas Viegas, gerente-geral do Arena Hotel, defende essa tese.

– Para evitar demissões ou saídas em massa, é recomendada muita atenção para o momento do recrutamento, deve ser uma etapa bastante criteriosa. A rotatividade resulta em perda de tempo e dinheiro.

– Antes de haver a necessidade da contratação, o gestor já deve estar de olho em pessoas que tenham a ver com a política da empresa. A pressa é a maior inimiga do recrutamento.

Os pontos negativos do turnover são inúmeros, porém Garcia enxerga um lado positivo:

– O único fator positivo é que a alta rotatividade mostra que o setor está aquecido e não faltam empregos. Porém, a qualificação do funcionário e sua reciclagem são estratégias inteligentes e baratas. Todo profissional novo, além do custo da seleção e contratação, levará um tempo para atingir a capacidade máxima operacional, o que acaba impactando na produção da empresa como um todo. O mais importante é que a empresa identifique as causas e elabore um plano de ação rápido para evitar que a rotatividade aconteça.


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Treinamento – O caminho do crescimento

Atualmente a aprendizagem no trabalho vem sendo cada vez mais relevante, fato que leva ao investimento em treinamento. O presente trabalho objetivou avaliar este sistema e para tanto participaram 300 empresas do Estado de São Paulo com mais de 100 funcionários.
 Os resultados indicam pouco controle dos gastos em Treinamento, visto que 44,67% das empresas não têm conhecimento do valor investido nesta área. 70,33% das organizações relatam analisar sistematicamente as necessidades de Treinamento, enquanto 73,67% controlam a eficiência do mesmo.
A maneira de controle mais utilizada é o feedback informal (50,33%). As futuras necessidades de Treinamento se encontram nas áreas de administração de negócios e estratégia (12,22%) e de gerenciamento de pessoal e supervisão (11,78%). Apesar de muitas empresas detectarem a necessidade da aprendizagem de novas habilidades, os recursos investidos em Treinamento ainda são pouco sistematizados e requerem maior atenção.
As empresas são fundamentalmente constituídas de inteligência, algo que apenas as pessoas possuem, e o capital somente será bem aplicado quando for inteligentemente investido e administrado. Para tanto, a administração de recursos humanos torna-se prioritária em relação à administração do capital ou a qualquer outro recurso empresarial, como máquinas, equipamentos, instalações, clientes, etc.
As empresas bem-sucedidas se deram conta disso e voltaram-se para seus funcionários como os elementos alavancadores de resultados dentro da organização, descobrindo que todo investimento em pessoas, quando bem feito, provoca retornos garantidos à empresa.